









Todos nós buscamos a liberdade, de alguma forma. Assim como as plumas, queremos flutuar livres ao vento. Queremos aventuras, acordar sem compromissos, viver a vida da nossa maneira... Mas isso nem sempre é possível. Sempre temos um dispertador tocando, um compromisso marcado, uma tarefa a ser realizada.
São nessas horas que as coleções boho — agradeçam a Roberto Cavalli, Emilio Pucci e Anna Sui, só para nomear alguns — entram em ação. Vestidos longos, paisley, franjas, penas e tranças fazem do nosso dia-a-dia algo mais leve, divertido... Escapismo fashion.
Lembro-me bem da primeira imagem de moda que surtiu algum efeito em mim e fez com que eu me aprofundasse mais nesse mundo: modelos com porte de amazona desfilando, com seus cabelos em ondas perfeitas, a coleção de outono-inverno da Gucci de 2008, Babouska. Para mim, aquilo era o epítome do cool, da liberdade. Era a tradução de tudo aquilo que eu queria ser e ter no meu guardar-roupa. E é por isso que esse mundo continua me fascinando: quando tudo está estressante, não há nada melhor que um par de comfy boots, um boho dress e uma incrível headpiece para sentir-se um espírito livre mesmo quando a selva de concreto na qual vivemos insiste em nos prender.
— Tathiana Spacek



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